Hoje me vi onde não queria...
Odeio passar na areá vulnerável,
Ainda bem que tem quem me socorre,
Mas e quando não haver?
Minha arte é minha fraqueza e minha força
Minha força é minha turva visão
Minha arte por vezes me cega e me faz sangrar
Mas com o sangue em jorro escrevo e desenho
Com diferentes tonalidades do Carmesim Puro...
Tanto tempo não escrevo aqui...
Agora escuto pearl jam que tanto tempo não escutava,
Valeu bela alma que me socorreu por me lembrar destas minhas raízes,
Valeu eu mesmo de saber que consigo escrever,
Quero o meu eu visceral de volta, quero o meu eu que se emocionava
Que sentia e sangrava, mas preciso de controle sobre ele...
Não posso deixa-lo solto e louco
Mas ao mesmo tempo é a liberdade que ele clama que é o que me falta
A gente vai ganhando a experiencia das eras e vai ficando cinza...
Estou mais cinza que queria, mais pedra
Hoje consegui ver um pouco do meu sangue, o rubro me pôs medo
mas me deixou vivo... Quero isto pra mim
Que eu possa usar um pouco deste carmesim para pintar com a foice
Fazer de novo e de novo e de novo e de novo...
Porque isto eu quero de mim
Rubro e Carmesim
Quero ser embriagado pelo sentimento,
Ver as cores como são, senti-las
Mesmo que isto machuque muito
Que almas me desapontem,
mesmo que eu tenha plantado um pedacinho de mim ali...
Que minha fera cavalgue livre pela lua argêntea
E suas presas me rasguem e arranquem sangue e me tragam pra fora
Em um parto brutal e direto e me desnude deste cinza nojento em que me escondo...
Oro hoje pela minha fera...
Por favor, seja isto
Me faça ver
E me faça viver....
E obrigado pelas asas da alma que a tudo abraçam
Pelo presente a mim dado hoje
Que me mostra que ainda tenho alma
E não cai no esquecimento dos que caminham a noite eterna....
Nenhum comentário:
Postar um comentário