quarta-feira, 11 de abril de 2012

TEOREMA DAS ASAS


Teorema das asas

Onde tua alma voa?
Por onde vai teu existir?
Andas por campos desolados
Jardins psicóticos
de verde mortífero


Ou viajas por pradarias sinuosas
Montanhas que exalam o prazer pudico
do simples existir?
Pântanos de não viver
charcos de preguiça e servidão absolutos

Onde tua alma voa?
Que asas usa?
Despertas tua visão?
ou prefere mata-la em dias cinzas
Sem asas, sem vontades
Apenas um construto existencial
Programado e planejado

Apenas cumprindo e cumprindo
Um papel de mascara
papel de face
de onde nada existe
apenas para um sistema,
Que ja nascera morto
possa vangloriar-se
de suas mentiras e engodos
Que denunciam o morrer
do sol da alma.

Venha ó asas do tempo
rasga este padrão
crie um novo cisma
e me faça ver
além das falsas cores
falsas almas 
falsos odores

Deixa-me voar em verdade
e como testemunha provar
todos os jardins
todos os campos
pelas pradarias
montanhas
e purificar todo pântano e charcos...

Que assim a vida brote e grite
como uma grande Beltane
Que dança ao infinito
e se deixa levar
por tão leve asa, que se cria da alma
em teoremas de vidas, derrotas e vitorias
se forma e fortifica a cada grão
do tempo das areias
se solidifique e se mostre
em toda sua beleza, 
neste teorema de vidas, Teorema das asas...

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