terça-feira, 20 de setembro de 2011

Coagulado


O sangue ferve
sem cordeirou ou lobo
sem caçador e caça
o sangue coagula


Sem guerra
Sem morte
Sem ferida

Apenas o sangue gelido caido
Coagula e ferve
em um movimento que se desenha
se reproduz

Se cria
como um deus profano 
refazendo cada passo
De um outrora senhor

Que caçou
Que gerreou
Que feriu

O sangue ferve
onde cordeiro e lobo falharam
onde caçador e caça se perderam
o sangue coagula

Por uma historia sem fim
Uma guerra sem mortes
Uma ferida sem corte

Apenas um grito seco
Por uma liberdade gelida
Presa em um coagulo
tetricamente mapeado...


Meus textos não sao para tu achar lindos. Ou obras de vasto conteudo. Meus textos não nem ao menos para serem lidos...
Sao textos que se desfazem em pequenos pedaços de uma alma que caminha por terras e terras, e ve tantas luzes, palidas e vibrantes, supernovas que se extinguem instantaneamente e bastiões de luminancia que insistem em ser um porto seguro aos desesperados.
Não é escrita pensada em forma. É escrita que se desenha em cadeias que não controlo...
E se jogam como formas que não espero.
Não me peça para explicar cada coisa escrita ou cada silaba dada. 
Se mesmo assim ousas ficar. Não te dou boas vindas, apenas te ofereço a terra em que pisas...
Por isto, tira o que calças, dispa-se de vaidades,
E vislumbre meu palco do feudo vazio da foice do inocente empunhar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário